Citroën – O video case mais fail do ano.

Uma ação no Instagram, 26 milhões de usuários atingidos.
Sucesso? Não, apenas um errinho na conta.

A Citroen criou uma ação envolvendo o app Instagram, onde a ação baseava-se em um seeding(isso mesmo um seeding) na rede social.
Para divulgar a câmera de ré do novo C4 Lounge, faziam a identificação de photobombs em fotos de celebridades e influenciadores, lá eles postavam um comentário com algo do tipo: “Evite imprevistos. Conheço o novo Citroën C4 Lounge com câmera de ré”.

Até aí já estava bem #FAIL, mas não contentes, acharam a ação genial e criaram um vídeo case onde mensuravam os resultados da ação intitulada como GUERRILHA!
Um vídeo case para a inscrição em Cannes, isso mesmo Cannes.

Não entendeu até agora?
Então vamos a melhor explicação que encontrei, ela foi dada pela Marina Bonafé, especialista em mídias sociais.

“Existem hoje 200 mi de usuários ativos no mundo, sendo o Brasil responsável por 5,6%, que equivale aproximadamente 11 mi. Ou seja, o case impactou não só usuários daqui como também de outros países uau a rede mundial de computadores é mesmo fantástica!!!

A ação consistia no seguinte: ao encontrar photobombs (lembra aquela foto famosa da menina tirando selfie no espelho e aí aparece a tia dela sentada no vaso atrás? Isso é uma photobomb) engraçadinhas em perfis de celebridades brasileiras (Roberto Justus, Luciano Huck etc), um perfil interagia falando sobre a nova feature do carro X com uma câmera traseira que evita esse tipo de surpresa acidentes etc .

Até ai, ok.

Até que sai a matéria falando do impacto de 26 mi de usuários. Como isso foi calculado? A soma dos seguidores dos perfis que tiveram comentários. Ou seja, se o Luciano Huck tem 1,3mi de seguidores no instagram, então o meu comentário na foto dele impactou 1,3mi de seguidores no Instagram.

SÓ QUE NÃO.

Primeiro que Instagram não é que nem Facebook que quando você comenta em um post aparece na timeline das pessoas que já comentaram aquele post.

Ah mas o instagram mostra quando seus amigos curtem uma foto ou segue alguma pessoa nova” sim, mas não quando comenta. E o perfil da ação tem 4 seguidores, o que significa que ainda que ele curtisse a foto de uma celebridade ele impactaria no máximo 4 pessoas que se por acaso clicassem em “news” na aba do Instagram (quem clica lá? risos) veria que ele curtiu a foto.

Como se não bastasse, publicam um vídeo-case mostrando o SUCESSO e o alcance de todas essas pessoas (imaginárias) e no próprio vídeo eles editaram a quantidade de likes das fotos pra 1945, já que a quantidade real era 0 (ainda dá tempo de conferir no perfil)”

Viu como a ação foi genial? Nem eu.

Veja o vídeo case.


Eai, o que achou?

@MikeBigode.

Anúncios

Noé – “Uma arca e um dilúvio de polêmicas”

Noé

Após A Paixão de Cristo, o filme Noah, ou Noé do judeu Darren Aronofsky (Fonte da Vida, Cisne Negro) é a nova produção que vai deixar muita gente intrigada, outros nem tanto. O filme que traz para as telonas (03/04) a história bíblica de um homem (Russell Crowe), sua mulher (Jennifer Connelly), filhos (Emma Watson) e um casal de cada espécie de animais, não necessariamente nessa ordem, teve sua pré-estreia antecipada para essa quinta-feira 20 no Rio e contou com a presença do protagonista Russel Crowe.família

O filme da Paramount Pictures que descreve a passagem de Genesis (6, 7 e 8) onde um Deus irado com a perversidade humana resolve destruí-la através de um dilúvio, já foi censurado em diversos países do Oriente Médio, especialmente os de religião islâmica e muçulmana. Nos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Koweit a exibição do filme já foi boicotada e o mesmo não será exibido.Arca

Um dos principais motivos é a representação física de Noé, uma vez que o ato de representar ícones da bíblia (profetas) é tido como ação pecaminosa. Em uma tentativa de amenizar a situação foi incluído no material de marketing do filme um lembrete de que “foram tomadas liberdades artísticas”, na representação cinematográfica que teve um orçamento de 125 000 000 $.

Assista ao Trailer:

Lembrando que não é a primeira vez que a arca de Noé navega nos cinemas. Em 2007 o ator e comediante Steve Carell viveu Evan em A Volta do Todo Poderoso, um deputado que recebe de Deus a missão de construir uma arca e salvar a sua cidade de um “dilúvio”.Poderoso

Resta saber agora se em terras brasileiras o novo dilúvio vai levar muita gente ao cinema, ou só vai gerar mais polêmica.

Por: Fê Mendonça

Jesus Cristo Super”criticado”star no Brasil

 

Jesus Cristo Superstar é um espetáculo que tem conquistado pessoas há 43 anos. A forma contemporânea que aborda o evangelho tem esclarecido os fieis e infiéis bem mais que as missas e os cultos das igrejas Cristãs por todo o mundo. Aqui no Brasil por se tratar de um País bastante “conservador”, o musical tem recebido criticas de movimentos pertencentes à igreja católica.

Para quem ainda não assistiu o musical, ele passa a mensagem, segundo a bíblia, que Jesus é o filho de Deus e veio a terra para salvar todos os pecadores incluindo até quem não acredita nEle. Nós também sabemos que a historia do “Salvador” não é tão bem interpretado pelas igrejas cristãs dominantes. E, contudo isso, a Associação Devotos de Fátima colocou na internet petição defendendo o cancelamento do financiamento da peça com recursos públicos. Também disse que “não é lícito ao Estado laico violentar barbaramente a fé de milhões de pessoas, promovendo, com o dinheiro dos contribuintes, o evento blasfemo que ocorrerá no dia 14 de março, com o lançamento da ópera-rock ‘Jesus Cristo Superstar’”.

Entendo que haja um mal estar quanto à forma abordada pelo musical, mas quando movimentos tratam de questionar a índole de determinado espetáculo por ser financiado por projetos do Governo acusando o de violência Barbara perante um Estado laico, você se pergunta sobre os feriados de Páscoa, Corpus Christ e tantos outros “Dias de Sãos”…

Quando se trata de um Estado Laico isso não exprime o Estado de ter participação em qualquer movimento de cunho religioso, mas o laicismo zela pela conservação do direito de todos.

 No artigo 5º da Constituição Brasileira (1988) está escrito:

“VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”

Por tanto um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.

Os mesmo movimentos que hoje tentam opinar negativamente e bloquear formas de expressão, como o ótimo espetáculo Jesus Cristo Superstar, são os mesmo que nos séculos passados devastaram nações e provocaram inúmeros genocídios em nome dá fé. Matinho Lutero quem os diga!

Antes de levantar indignação sobre assuntos que são vistos por eles apenas pelo lado de cunho sexual ou herético, deveriam apreciar um novo ponto de vista de um assunto inesgotável que é vida de Jesus.

Para quem é religioso é está livre da culpa é uma boa pedida…

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_Christ_Superstar

Caxirola: a vuvuzela brasileira (Oi?)

Me lembro bem da Copa das Confederações e da Copa do Mundo na África do Sul: cada vez que começava um jogo eu tinha a impressão de estar no meio de um enxame de gafanhotos. Mas tudo bem, a tal da vuvuzela era tradição do outro lado do Atlântico então se tornava até bacana – já que representava algo da cultura local.

Daí o Brasil (aaaai Brasil!) lança a Caxirola (oi?), o instrumento musical, criado por Carlinhos Brown e licenciado pela Fifa para ser o o som oficial dos jogos por aqui.

O instrumento foi inspirado no caxixi e lembra um chocalho que, segundo Brown, possui um som doce e representa o nosso país.

Barulhos insuportáveis a parte, o aparelho parece ter agrado o público que foi assistir ao jogo entre o Bahia e o Vitória, domingo. Aliás, os torcedores descobriram até uma nova função para as Caxirolas, arremessando-as no campo enquanto o Bahia perdia (imagina na Copa!)

Eu não quero desacreditar no sucesso do Brasil, dentro e fora de campo, neste grande evento mundial. Mas a opinião do jornalista Juca Kfouri sobre este lançamento, já nos faz criar a nossa própria opinião sobre isso tudo.

A vuvuzela foi um porre na Copa passada, mas era uma tradição na África do Sul. A caxirola é uma invenção bizarra, um plágio do caxixi, o chocalho de palha que complementa o berimbau. A presidenta endossa um troço que custará R$ 20, produzida por uma empresa norte-americana associada a Brown… Ou seja: vão introduzir uma barulheira não usual em nossos estádios. E ganhar muito dinheiro. (Juca Kfouri)

carlinhoscaxirolaanacarolinaaraujoespterra torcidacaxirolafestaromildodejesusal@_hrdias

As Vantagens de Ser Invisível

Elogiado pela crítica, filme mostra as aventuras e desventuras de ser jovem

Por Luana Botelho

Ficha técnica: As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower). USA, 102 min. 2012. Roteiro e Direção: Stephen Chbosky. Elenco: Logan Lerman, Ezra Miller, Emma Watson, Joan Cusack.

Baseado no romance homônimo e dirigido pelo próprio escritor – Stephen Chbosky –, As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower, 2012) é, possivelmente, uma das melhores produções cinematográficas do ano.

A despeito do que se pode presumir ao ler a sinopse, o enredo – embora aborde um tema já trabalhado à exaustão em outros tantos filmes adolescentes do gênero – é extremamente inovador, delicado e, paradoxalmente, cru.

Escapando brilhantemente do lugar-comum, a trama aborda a vida de Charlie (Logan Lerman), um rapaz profundo, problemático e introvertido que tenta sobreviver ao segundo grau. Mas sua vida de isolamento é transformada para sempre ao conhecer Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), por quem começa a desenvolver grande afeto.

Com atuações impecáveis de um elenco bastante jovem e uma direção competente, é nas entrelinhas que a obra revela todo seu valor: faz-nos reviver a necessidade de sermos aceitos e a insegurança de crescer e experimentar coisas novas. Somos transportados aos tempos de colégio e, mesmo sendo a trama ambientada em algum lugar nos idos de 1980, a capacidade de gerar empatia e identificação é inegável.

As vantagens de ser invisível é um filme com carga dramática intensa, capaz de agradar públicos diversos, com momentos que vão da extrema delicadeza ao devastador de forma sutil e comovente. Uma excelente pedida para o feriado.

O Brasil através do cinema

O olhar crítico de Guel Arraes

Por Luana Botelho

Guel Arraes

Filho de um importante político nordestino – cujo mandato foi cassado pela ditadura militar obrigando a família a se mudar para a Argélia – Arraes estudou na França e ali conheceu o cineasta Jean-Luc Godard com quem se envolveu profissionalmente.

De volta ao Brasil no início da década de 1980, trabalhou em diversos programas da Rede Globo e, desde então, tem sido considerado um importante produtor e diretor nacional.

A despeito da ampla variedade narrativa de Arraes, sua filmografia constantemente retoma, por meio do humor, um olhar extremamente crítico sobre seu país de origem, conferindo ao conjunto de sua obra uma projeção facilmente identificável. Política, corrupção, mídia, malandragem, trambique, jeitinho brasileiro, coronelismo e fé são alguns dos temas mais recorrentes.

Com uma linguagem de cunho humorístico e diálogos rápidos – que remetem à tradição repentista típica do nordeste – o diretor nos traz, de forma única, estereótipos de nós mesmos. O resgate do folclore e da cultura popular –  marca registrada sua – permite a fácil identificação do espectador com os personagens apresentados.

Cena do filme O Bem Amado (2010)

Seu olhar sobre nossas ambiguidades nos revela a verdadeira face do brasileiro: como um povo que foge a visão de mundo maniqueísta, passamos a ser representados pela dualidade dos personagens das histórias de Arraes. Em suas narrativas há tão somente anti-heróis que, no entanto, nos cativam e nos parecem adoráveis.

Isso se dá ao fato de que há profunda identificação com o imaginário folclórico-popular estabelecido nas obras do diretor e ao fato de que somos exatamente como eles: duais, contraditórios, humanos.

#Criatividade • O verde otário • A primeira crítica de 2012

Em uma crítica criativa do início ao fim este vídeo faz com que você comece a pensar…

É só assistir e entender…

Viralizando em 3, 2, 1…

Quem é “Verde Otário” levanta a mão!

\o/

@mikebigode