US$ 8 mil gerou uma marca de sucesso!

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Em 1953 Hugh Hefner estava insatisfeito com seu trabalho na revista Children’s Activities, então começou a trabalhar em uma ideia visionária, arrecadou US$ 8 mil penhorando móveis e fazendo empréstimos com familiares e amigos, e na mesa de sua cozinha escreveu a primeira edição da Playboy. Inicialmente iria chamar a publicação de Stag Party, mas ficou com medo de um processo por ter uma revista no mercado com o nomeStag’, então aceitou a sugestão de um amigo e adotou Playboy, seu logo foi desenhado em meia hora, o coelho daria o espirito divertido e a gravata sofisticação.

Pagou menos de US$ 600 por direitos autorais das fotos de Marilyn Moroe nua, que estava em inicio de carreira, ela seria a primeira ‘Sweetheart’, foram vendidas 56 mil revistas das 70 mil impressas.

Em 1954 na 2ª edição a garota da capa passa a se chamar ‘Playmate do mês’, antes de completar aniversário chega o primeiro anunciante grande, a Springmaid, no ano seguinte apontava crescimento de 102%, se torna a 49ª revista mais vendida dos EUA e a palavra ‘Center Folder’ (pôster central) entra para o vocabulário popular.

A essência da revista era o sexo, mas não abordava somente esse assunto, nunca foi uma publicação exclusiva de conteúdo erótico, o gancho seria uma revista de bom gosto que proporcionava um conteúdo útil e interessante para os homens que desejavam um estilo de vida sofisticado.

Em 1959 sua circulação passava de 1,1 milhão.

No final da década de 50 comprou a mansão Playboy, o branding de relacionamento já estava lançado com Playboy Club e Playboy Penthouse (canal tv a cabo). Passou também a ser uma marca de experiência, os assinantes frequentavam festas na mansão com direito a coelhinhas, bebiam do melhor whisky e voltavam para casa de limousine. A Playboy foi considerada marco cultural de Chicago ao realizar a 1º edição do Playboy Festival Jazz (que hoje é realizado em L.A), e toda arrecadação dos ingressos foram doados para cidade.

Com o passar do tempo novas publicações surgiram no mercado, algumas falando sobre cerveja e fusca e alcançando a classe média, mas a Playboy não se intimidou, continuou a publicar seu conteúdo refinado e suas entrevistas começaram a ganhar mais repercussão do que a ‘Playmate’.

Para gerenciar todo seu império Hefner criou a Playboy Interprise, agência de desenvolvimento e distribuição de entretenimento adulto. Hoje a empresa está estruturada em três segmentos: Publishing (que administra a revista), entretenimento (que controla ativos de eletrônicos) e licenciamento (que licencia o nome Playboy e logotipo de coelho para terceiros).

Apenas um terço da receita deriva da revista, a maior parte vem da disseminação de conteúdo em formato eletrônico, como televisão e internet, e de produtos que levam seu nome, como vestuário.

Hefner acreditou no sucesso, a revista satisfazia uma necessidade existente na época entre os leitores, era diferente de qualquer produto no mercado e era para um nicho específico. Se reinventou com as mudanças da sociedade como a chegada de novas gerações, é uma marca que aparenta ter folego para continuar adiante.

A marca Playboy é uma das mais reconhecidas e populares do mundo.

Como rendeu US$ 8 mil!

Falem bem ou falem mal, mas falem que Hefner foi corajoso e perceptivo!

 

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*Fonte de inspiração : Nos bastidores da Playboy , Susan Gunelius.

 

 

@alynepassarelli

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