A hora de repensar as campanhas políticas

Movimentos urbanos contestam a poluição gerada pelos políticos e buscam soluções criativas para o problema

Foto: Divulgação

Por Luana Botelho

A lei é clara. É permitida a colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. Também fica vedada a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza em árvores e jardins localizados em áreas públicas.

A norma determina, ainda, que a colocação e retirada dos meios de propaganda deve ser feitas entre as 6 e as 22 horas, ou seja, não é permitido deixá-las nas ruas por todo o sempre. Entretanto, a realidade é bem diferente. Dezenas de cavaletes irregulares podem ser encontrados em espaços verdes ou no meio das calçadas, criando uma verdadeira prova de obstáculos para os passantes.

Foto: Divulgação

Foi pensando em toda a sujeira, poluição visual e dificuldade de locomoção que essas propagandas são capazes de criar, que alguns movimentos inspirados tem surgido e ganhado multiplicadores por todo o Brasil.

Você suja minha cidade, eu sujo sua cara, criado nas eleições de 2010, propõe que “todo candidato com cavalete na rua também será candidato a ganhar bigode, guampinha, monocelha, cicatriz e sorriso banguela”.

Já o Cavalete Parade teve início como uma proposta de criação artística: os cavaletes deixados por políticos em locais públicos irregulares depois do horário previsto pela lei devem ser fotografados, retirados do local e completamente pintados por aqueles que quiserem aderir ao movimento. Haverá uma exposição das peças no canteiro central da Avenida Paulista, às 13h do dia 29 de setembro.

A iniciativa é do ilustrador Marco Furtado e do diretor de arte Victor Britto e gerou tamanha repercussão que já existem eventos similares marcados em Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Vale lembrar que a contribuição é livre, apartidária e sem patrocínios.

Foto: Divulgação

Lei da Cidade Limpa

O coordenador da lei, José Rubens Domingues, revelou em entrevista ao portal de notícias G1 que “É comum ver cavaletes em jardins e canteiros centrais. A tendência nesses últimos dias de campanha é que a poluição piore, estão ignorando a lei”. Também afirma que a Lei Eleitoral dá brechas para deixar a cidade mais suja.

Denúncia

As irregularidades devem ser denunciadas nos cartórios eleitorais. É concedido o prazo de 48h para que o material seja retirado das vias públicas, sob pena de multa.

Mais informações

http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-resolucao-tse-no-23-370-eleicoes-2012

http://www.facebook.com/CavaleteParade

http://www.facebook.com/sujosuacara

 

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